Na próxima segunda-feira (13), às 6h de Brasília, acontece o hangoutAjude-nos a construir o Índice Global de Dados Abertos”. O encontro virtual será realizado pelo capítulo brasileiro da Open Knowledge Foundation (OKFN), como parte das atividades da edição 2014 do Índice Global.

Lançada em 2012, a iniciativa pretende avaliar, de forma colaborativa, a situação dos dados aberto ao redor do mundo. O objetivo é pressionar os governos a assumirem o compromisso de facilitar a análise das informações públicas por meio de tecnologias voltadas ao exercício da cidadania.

Nos últimos anos pudemos observar uma explosão de atividades relacionadas aos dados abertos e principalmente ao governo aberto. Inspiradas em iniciativas como data.gov e data.gov.uk, diversos órgãos locais, regionais e nacionais criaram seus portais de dados abertos e planos de governos aberto. No entanto, colocar algumas tabelas online em licenças livres não é suficiente. Atingir o governo aberto depende da disponibilização de bases de dados chave de forma correta. Além disso, com a proloferação de páginas e portais, se tornou mais difícil identificar o que está acontecendo: quais países ou cidades estão realmente liberando seus dados abertos da forma correta e quais não? Que países estão liberando dados relevantes? Quais estão liberando dados de forma correta e num período razoável?

A OKFN mantém uma página dedicada a rastrear as mudanças nesse quadro. Pessoas da Argentina, Bolívia, Colômbia, Chile, Holanda, Marrocos e Romênia, entre outros, já incluíram detalhes atualizados de seus países, mas nenhuma informação nova foi ainda inserida com relação ao Brasil.

"Índice Global de Dados Abertos": situação dos dados abertos ao redor do mundo
“Índice Global de Dados Abertos”: situação dos dados abertos ao redor do mundo

Atualmente ocupamos o 24º lugar no índice, falhando, por exemplo, na produção e divulgação de dados sobre emissões de poluentes. Também preenchemos apenas metade dos critérios avaliados quanto a dados orçamentários do governo e tabelas de transporte, tendo, no entanto, desempenho relativamente alto em relação aos gastos públicos, resultados das eleições e mapas nacionais.

Sendo uma plataforma colaborativa, o projeto da OKFN está aberto à participação de pessoas interessadas. Para quem deseja fazer mais do que colaborar diretamente inserindo informações, é possível também se tornar um mentor ou um revisor. Além disso, há demanda por traduções, tanto de publicações para redes sociais, como do próprio  tutorial sobre o Índice.

No twitter existe a tag #openindex2014, mas o principal canal para acompanhar o projeto é a lista de emails. Dúvidas e problemas devem ser encaminhados para contato@okfn.org.br.

 

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