Desacato: ativista de Direitos Humanos preso no Barém por um tuíte

Nesta quarta-feira (29), Nabeel Rajab, o Presidente do Centro do Barém para Direitos Humanos foi julgado e teve sua prisão mantida para a apuração de uma acusação de “desacato” aos Ministros da Defesa e do Interior, que é o equivalente à nossa Casa Civil. O “desacato” se deu na forma de um tuite. A Corte ainda não se pronunciou sobre a culpa de Nabeel Rajab: o julgamento foi adiado até o próximo domingo, dia 02/11. Caso seja condenado, o ativista pode pegar até 6 anos de prisão.

Manifestação pela Libertação de Nabeel Najab em maio de 2012 (fonte: AP)
Manifestação pela Libertação de Nabeel Najab em maio de 2012 (fonte: AP)

Infelizmente, esta não é a primeira vez que ativistas de direitos humanos são presos arbitrariamente pelo governo do Barém: o próprio Nabeel Rajab já ficou quase dois anos (de julho/2012 à maio/2014) preso, por ter organizado uma manifestação pacífica na capital do país, Manama.

Zainab al-Khawaja rasgando a foto do Rei do Barém.
Zainab al-Khawaja rasgando a foto do Rei do Barém.

Atualmente, Zainab al-Khawaja, outra militante, também está presa: durante uma audiência do julgamento no qual respondia por ter rasgado uma foto do rei, ela rasgou outra foto do rei.

São inúmeras as declarações de apoio da comunidade internacional que clama pela libertação de Nabeel Rajab: a ONU chamou sua prisão de “aterrorizante” e afirmou que ela manda uma “mensagem perturbadora”. Os governo dos Estados Unidos da América, Noruega, França e Irlanda, assim como o Presidente e 40 membros do Parlamento Europeu, o parlamentar estadunidense James McGovern, 13 membros do parlamento inglês e a embaixadora americana Samantha Power também se juntaram ao pleito.

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