Amanhã, dia 5 de junho de 2014, faz um ano desde a publicação das primeiras revelações de Edward Snowden sobre a vigilância eletrônica em massa praticada pela Agência Nacional de Segurança dos EUA. E mesmo antes da entrevista exclusiva à repórter brasileira Sônia Bridi, transmitida no Fantástico e na Globo News, semana passada foi a vez de Brian Williams da rede televisiva estadunidense NBC publicar sua conversa com o ex-agente da NSA.

Entre muitos temas, Snowden explicou ao entrevistador o jogo sujo da espionagem: as grandes agências de inteligência internacionais são capazes de acessar telefones celulares (como o telefone “descartável” no colo do jornalista) e utilizá-los como microfones, tirar fotografias ou mesmo acessar seus dados: tudo isso inclusive com o aparelho desligado.

Brian Williams entrevista Edward Snowden para a NBC em junho de 2014
Brian Williams entrevista Edward Snowden para a NBC em maio de 2014

Brian Williams: O que a NSA pode fazer com este aparelho se eles quiserem entrar na minha vida? Alguém pode ativá-lo remotamente se ele estiver desligado? Eles podem acionar aplicativos?

Edward Snowden: Eles podem absolutamente acioná-los com o aparelho desligado.

Snowden não detalhou na entrevista como funcionaria essa vigilância com aparelhos celulares “se fingindo de mortos”. No entanto, Andy Greenberg publicou na Wired uma matéria na qual o hacker Eric McDonald, do grupo Evad3rs, explica os detalhes da falha de segurança e oferece uma possível solução tecnológica para realmente desativar os recursos do iPhone e evitar o seu uso remoto secreto.

E no blog Paleofuture, Matt Novak apontou que não se trata exatamente de uma revelação, mas na verdade de uma lembrança. Afinal, essa possibilidade já era conhecida publicamente desde dezembro de 2006, mudando apenas a agência da vez e a sofisticação da tecnologia que habita nossos bolsos. À época, foi divulgado que o FBI tinha meios para utilizar como microfones aparelhos móveis da Nextel, Samsung e Motorola (o iPhone só seria lançado um mês depois) mesmo quando desligados. Matt fez referência ainda aos casos “Espionagem na frente domésticae 2007 e “A Fábrica de Espiões” de 2009.

Fontes:

Um comentário em “Edward Snowden lembra que telefones podem vigiar mesmo desligados

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