Neste domingo (26), mais de 10 mil pessoas foram às ruas de Budapeste e outras cidades da Hungria para exigir que o governo desistisse do projeto de tributar a utilização da Internet. Em resposta, a administração do Primeiro Ministro Viktor Orbán recuou na proposta de cobrar a taxa de 150 florims (aproximadamente R$ 1,56) por gigabyte transferido.

Manifestantes em frente ao parlamento húngaro. Janos Marjai/EPA
Manifestantes em frente ao parlamento húngaro (Janos Marjai/EPA)

O governo afirma que a medida seria necessária para preencher os cofres públicos. A Hungria é hoje um dos países mais endividados da União Europeia.

Manifestantes afirmaram que o imposto é prejudicial para a expansão do acesso à Internet e que é mais uma de várias medidas antidemocráticas tomadas por Orbán, criticado pelo distanciamento de sua política externa em relação à União Europeia e proximidade com o governo russo de Vladimir Putin.

O mandato do atual Primeiro Ministro também é conhecido por práticas pouco ortodoxas na política fiscal. Em 2012, causou agitação no mercado o plano de enfrentamento à crise econômica, que incluía a nacionalização de fundos de pensão privados, o pagamentos de dívidas de famílias atreladas ao câmbio estrangeiro e taxação dos setores bancários e de telecomunicações, dominados por empresas estrangeiras.

Depois dos protestos, o governo anunciou uma alteração na redação do projeto de lei, mudando o valor base da taxa para 700 forint (R$ 7,29) mensais por usuários domésticos e 5.000 forints (R$ 52,06) por usuários comerciais. Segundo a nova versão, o valor deverá ser pago pelos provedores de acesso à Internet.

Os próprios manifestantes disponibilizaram transmissão ao vivo em vídeo e descrição dos acontecimentos.

Fontes:

Um comentário em “Hungria: milhares protestam contra tributação da Internet

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