Palácio do Itamaraty
Palácio Itamaraty, em Brasília (foto: A C Moraes)

Nesta terça-feira (27), o Ministério das Relações Exteriores confirmou por meio de sua assessoria de imprensa que, em todo o mundo, o seu sistema eletrônico de comunicações tem sido acessado por hackers.

O ataque ocorre por meio da técnica chamada phishing, na qual são enviados e-mails, por exemplo, com falsos comunicados oficiais ou correios promocionais, contendo um link externo. Ao abrir esse link, são solicitados dados como credenciais de acesso e senhas, os quais depois são utilizados para acessar, no caso do Itamaraty, informações pessoais e a arquivos que servidores e diplomatas tivessem mantido ou recebido nos seus e-mails funcionais. O MRE não confirma ter havido acesso indevido a documentos sigilosos, os quais circulam pelo Intradocs, sistema interno de telegramas que permite a leitura de documentos diplomáticos.

Descoberto o acesso indevido, que teve início no último dia 19, inicialmente foi pedido aos funcionários que mudassem suas senhas pessoais de correio eletrônico, configurassem o bloqueio de spams e ficassem alertas para mensagens suspeitas. Mesmo assim, a ação dos hackers prosseguiu e na segunda-feira (26) os funcionários do Itamaraty — inclusive os que trabalham em postos no exterior — ficaram sem acesso aos e-mails do MRE e ao Intradocs, que foram retirados do ar.

Apesar da escancarar a fraqueza na precária segurança digital do governo brasileiro, não houve efetivamente uma invasão de sistema, mas somente o vazamento de documentos que estavam anexados aos e-mails acessados.

Até o momento, não se sabe quantos pessoas foram efetivamente enganadas, nem os objetivos da investida ou quem foram os responsáveis pelo golpe. O caso é investigado pela Divisão de Informática do Ministério, em conjunto com a Polícia Federal e o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

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