Equipamentos eletrônicos apreendidos em investigação solicitada por Aécio Neves

Na última quarta-feira (11), por determinação do Ministério Público do Rio de Janeiro, foram executados mandados de busca e apreensão de equipamentos eletrônicos de seis pessoas suspeitas de difamar Aécio Neves (PSDB-MG). Os procedimentos são realizados no âmbito de uma investigação solicitada pelo próprio pré-candidato à Presidência da República, mas que se encontra sob sigilo.

A assessoria do político confirmou que para investigar supostos “crimes praticados contra o senador Aécio Neves por quadrilhas virtuais” foram requeridas ao Poder Judiciário “oitiva de testemunhas, depoimento dos suspeitos já identificados como participantes da quadrilha, e providências para apuração se essas pessoas são remuneradas por terceiros pela execução dessas ações“. Com autorização judicial e por ordem do MPRJ, a polícia fluminense recolheu computadores, memórias virtuais, câmeras fotográficas e outros eletrônicos das casas de pelo menos seis pessoas.

Os primeiros relatos contavam que ativista Elisa “Sininho” Quadros, a advogada Eloisa Samy e o cinegrafista Thiago Ramos foram levados para investigação na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). Eloisa Samy, por exemplo, foi acordada às 6 da manhã por três policias civis e uma delegada de apoio da Corregedoria de Polícia Civil, que retiveram equipamentos eletrônicos, além de máscaras de proteção e objetos de uso pessoal e esportivo. Mas por se tratar de uma advogada, a ação deveria ter sido acompanhadas pela Comissão de Defesa, Assistência e Prerrogativas da OAB, o que não ocorreu, gerando a ilegalidade da diligência e a devolução dos equipamentos, que contêm informações de clientes.

Depois, soube-se que a polícia entrou na residência da jornalista Rebeca Mafra, que disse nunca ter difamou Aécio pela Internet: “Eu virei perseguida política de um dia para o outro“. Ela relatou que “um grupo de sete oficiais revirou minha casa toda. Levaram um computador, chip da máquina fotográfica, um pen drive e dois HDs externos, tudo material de trabalho“.

Apesar de a investigação do MPRJ estar sob sigilo, alguns veículos de imprensa tiveram acesso aos autos. A BBC Brasil noticia que o processo está assinado pelo promotor de justiça Luís Otávio Figueira Lopes e que os crimes investigados seriam “comentários de leitores em sites de notícias“, alegadamente feitos de forma “orquestrada” com a intenção deliberada de alterar os resultados dos mecanismos de buscas como o Google para dar mais destaque a essas páginas.

A revista Fórum publicou trecho da decisão proferida pelo juiz Alberto Fraga, da 39ª Vara Criminal do Rio de Janeiro:

o procedimento investigatório foi iniciado a partir de notitia criminis encaminhada pelo Exmo. Senador Aécio Neves, na qual noticia a prática reiterada de crimes contra sua honra através da colocação de comentários de leitores em sites de notícia, muitos dos quais não guardam qualquer pertinência com as notícias comentadas.

Em seu portal de notícias, a Midia NINJA relata ainda que no Rio de Janeiro outros onze mandados foram cumpridos no mesmo dia, tendo como finalidade intimidar “ativistas e críticos do governo Cabral“.

Fontes:

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