Presidenta Dilma: criminalizaçao da homofobia e regulação da mídia

Na noite desta terça-feira (28) a Presidenta reeleita Dilma Rousseff manifestou em sua página oficial no Facebook apoio à criminalização da homofobia e à regulação da mídia.

Além de surpreender pelo uso da rede social em si, as publicações podem sinalizar o crescimento dessas pautas nas prioridades do próximo governo. O primeiro mandato da presidenta ficou marcado pelo distanciamento em relação a pautas de direitos humanos, como as demandas dos movimentos LGBT e indígena, além de praticamente nenhum avanço no tema da democratização da mídia.

Analistas de portais simpáticos ao Partido dos Trabalhadores sugerem que a corrida eleitoral acirrada e a vitória historicamente apertada devem exigir do novo governo maior comprometimento do partido e da presidenta com forças de esquerda. Militantes feministas, movimentos de acesso à terra e moradia e militantes LGBT já manifestaram a continuidade de suas lutas, pontuando os desafios a serem enfrentados pelo novo governo, mas afirmam não cultivarem esperanças de que o governo dê uma guinada à esquerda por iniciativa própria.

Antes do resultado do segundo turno das eleições, o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) lançou uma nota pública contra o que classificou como golpismo midiático; a revista Veja, famosa pela linha editorial de oposição agressiva, adiantou a publicação de sua edição semanal (normalmente distribuída aos domingos) para a sexta-feira, no intento de afetar o resultado do pleito. Na nota, o FNDC condena a tentativa de interferência no processo eleitoral e demanda a priorização da agenda de construção de um marco regulatória da mídia que “enfrente o vexatório oligopólio que domina a circulação de ideias e informações no país. Que assegure pluralidade e diversidade na mídia”. A campanha política promovida pela revista Veja, do grupo Abril, pode ser uma das razões pelas quais a presidenta Dilma sinaliza apoio ao movimento de democratização da mídia.

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