Retrospectiva da semana – 02/08 a 08/08

O que saiu por aqui:

Quinta-feira (7), o Comissário de Direitos Humanos Tim Wilson se posicionou contra a proposta do governo australiano para uma maior retenção de dados de usuários de telefonia e de Internet, como forma de facilitar as investigações das agências de segurança.

Terça-feira (5), o portal The Intercept divulgou o documento “Realizações estratégicas da Diretoria de Identidades Terroristas em 2013″ segundo o qual na base de dados para triagem de terroristas pelos programas de espionagem dos EUA (cerca de 680 mil nomes) mais de 40% das pessoas não tem filiação comprovada com nenhum grupo terrorista.

Terça-feira (5), como parte da Política Nacional para Conteúdos Digitais Criativos, o Ministério das Comunicações lançou o edital de abertura para o concurso INOVApps, que pretende estimular a produção nacional de aplicativos e “jogos sérios” de interesse público para dispositivos móveis e TVs digitais conectadas: 25 propostas de aplicativos receberão 80 mil reais cada e 25 propostas de jogos receberão 100mil reais.

Segunda-feira, (4), o IBIDEM recebeu do Departamento de Estrangeiros do Ministério da Justiça do Brasil, em resposta a um pedido baseado na Lei de Acesso à informação, um documento no qual o governo “informa não ter recebido solicitação formal de asilo político, refúgio, proteção ou auxílio de qualquer natureza por parte do Senhor Edward Snowden“, mesma posição anteriormente declarada pelo Ministério das Relações Exteriores.

O que ler por aí:

O Yahoo disse que se juntará ao Google para criar um sistema de e-mail seguro até o ano que vem, com maior aplicação de criptografia, que pode quase impossibilitar que hackers ou funcionários governamentais leiam mensagens de usuários, além da intenção de reduzir o acesso dos próprios provedores ao conteúdo da mensagem durante a elaboração.

Ao comentar a estruturação do Registro Eletrônico de Saúde como uma base nacional de dados integrados e do prontuário eletrônico, o diretor de Tecnologia do Datasus, Augusto Gadelha disse que em tempos de big data e marco civil da Internet é preciso defender a privacidade do usuário quanto a informações sensíveis: “O dado não é do hospital, não é do médico, é do cidadão. Pode parecer trivial, mas até agora não era assim“.

O Diretor de Operações do Serpro, Wilton Motta, afirmou que a riqueza de informações das redes sociais permitiria aperfeiçoar uma política nacional de segurança pública. Citando o exemplo do Boletim de Ocorrência Único, em desenvolvimento com o Ministério da Justiça, afirmou que “(A big data) permite cruzar as informações que estão nas redes sociais, que nos dão muitas informações, com aquelas que o governo possui estruturadas“.

O Google anunciou que começará a usar a criptografia website, ou HTTPS, como um fator de ranking – um movimento que deve levar os desenvolvedores de sites a alterar as medidas de segurança. Inicialmente, para garantir o tempo necessário à adaptação, o HTTPS será apenas um fator leve, afetando menos de 1% das consultas globais.

Deixe uma resposta