Site colaborativo se dedica à apuração de informações sobre conflitos na Ucrânia

stop-fakeNa Ucrânia, um pequeno grupo de estudantes e profissionais de jornalismo criou o site Stopfake.org, dedicado à apurar fatos relacionados aos conflitos que ocorrem no país.

Stopfake.org foi lançado em 2 março de 2014 e pode ser acessado em russo e inglês. Já chegou a atingir 1,5 milhão de visitantes únicos por mês e conta com mais de 60 mil seguidores em todas as redes sociais, segundo dados do Google Analytics. A página se mantém por financiamento coletivo e doações, sem o apoio de partidos políticos ou outras organizações.

A atividade fundamental da iniciativa é desmascarar notícias fabricadas, fotos e vídeos falsos, adulterados ou creditados erroneamente. O foco principal são notícias que chegam de outros países (mas ele também cuida de informações oriundas da imprensa e de políticos locais). Foi esse site, por exemplo, que desmentiu os boatos de que Jill Abramson tinha sido demitida do cargo de editora-chefe do New York Times por uma reportagem sobre a cidade de Slaviansk.

Uma das ferramentas na página permite a colaboração dos leitores, que podem enviar notícias suspeitas para que sejam apuradas. Há, também, dicas de como identificar boatos.

A ideia sugiu com Yevhen Fedchenko, diretor da Academia Mohyla de Jornalismo na Universidade Nacional de Kiev: num grupo no Facebook dedicado a alunos e ex-alunos, ele divulgou sua frustração com as informações recebidas via redes sociais. As ideias de como combater a desinformação e a propaganda política disfarçada levou a estudante Olga Yurkova a idealizar o site, que no início tinha uma equipe inicial de seis pessoas, cuja maioria não se conhecia pessoalmente.

A razão pela qual estamos a fazer é muito simples – a agressão contra a Ucrânia está se desenrolando, e não é a agressão militar, mas uma informação muito poderosa guerra. E a Ucrânia estava perdendo, disse Yevehn Fedchenko

Fontes:

Deixe uma resposta