Câmara: novo seminário sobre proteção de dados pessoais

Está marcado para a manhã desta quinta-feira (07/07) um seminário na Câmara dos Deputados para debater o projeto de lei 5.276/16, que disciplina a proteção de dados pessoais.

Com a presença do Instituto Beta, do Idec, da Actantes e do GPOPAI, além de representantes de empresas, banco e do governo, o evento será realizado conjuntamente pelas Comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP) e de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI), no Plenário 2 do Anexo II da Câmara dos Deputados, a partir das 09 horas da manhã

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Retrospectiva da semana – 08/11 a 14/11

O que saiu por aqui:

Pelos canais oficiais da Casa Branca nas mídias sociais, o presidente dos EUA Barack Obama fez um pronunciamento no início do dia de hoje (10) pedindo à Comissão Federal de Comunicações (FCC), que atenda aos quase 4 milhões de comentários que recebeu, e implemente o conjunto mais forte possível de normas para garantir a neutralidade de rede no país.

Nesta quarta-feira (12), o Congresso Nacional deliberou sobre dois temas muito caros aos usuários da Internet e à cultura digital. Enquanto o Senado Federal debateu um projeto de lei sobre dados pessoais, a Câmara dos Deputados abordou uma tentativa de instituir o notice and take down para o direito autoral.

O Centro de Pesquisas Pew publicou nesta quarta-feira (12) os resultados de uma pesquisa de opinião sobre a “percepção pública da privacidade e da segurança na era pós Snowden“. Esse trabalho faz parte do Projeto Internet e Vida Americana.

O que ler por aí:

Os maiores provedores de internet do Reino Unido concordaram em filtrar conteúdos terroristas ou extremista a pedido do governo britânico. Os usuários terão ainda a possibilidade de reportar diretamente à polícia sites que divulguem esse tipo de conteúdo. Google, Facebook e Twitter também já sinalizaram a disposição de cooperar com a política britânica de impedir que seus cidadão acessem mensagem favoráveis a grupos considerados terroristas.

Nesta terça-feira (11), A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal reconheceu a legitimidade da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) para formular pedido de prisão cautelar para fins de extradição de um norte-americano que responde, na Justiça Federal dos Estados Unidos, pelo delito de acesso não autorizado a um computador protegido.

Congresso Nacional: projetos de lei sobre dados pessoais e direito autoral

Nesta quarta-feira (12), o Congresso Nacional deliberou sobre dois temas muito caros aos usuários da Internet e à cultura digital. Enquanto o Senado Federal debateu um projeto de lei sobre dados pessoais, a Câmara dos Deputados abordou uma tentativa de instituir o notice and take down para o direito autoral.

blue-lockSenado terá audiência pública sobre proteção de dados pessoais

Na pauta da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, estava o Projeto de Lei nº 181/2014. A proposta original foi formulada pelo senador Vital do Rêgo (PMDB/PB) em maio deste ano:

Art. 1º Esta Lei estabelece princípios, garantias, direitos e obrigações para a proteção de dados pessoais no Brasil, orientada pelo ditame constitucional da dignidade da pessoa humana, em especial no que concerne à privacidade, liberdade e honra.

O relator da matéria, senador Aníbal Diniz (PT/AC), apresentou em agosto um parecer favorável à matéria, com três emendas. Uma delas, para que os dados pessoais biométricos não sejam caracterizados legalmente como dados sensíveis e, assim, não recebam uma proteção mais ampla. Segundo o relator, “esses dados (…) estão mais relacionados à identificação do indivíduo em sociedade do que à sua intimidade“.

Mas, na reunião dessa semana, o projeto de lei foi retirado da pauta da CCJ, em razão da aprovação do requerimento do senador Ricardo Ferraço (PMDB/ES) para que, antes da votação, seja realizada uma audiência pública, em data a ser confirmada. Na justificação, Ferraço afirmou ser necessário aprimorar a redação para “avançar ainda mais na garantia do direito à privacidade (…), sem inviabilizar o enfrentamento de desafios presentes na economia“, além de “ressaltar que o Ministério da Justiça vem promovendo, desde 2010, um interessante debate público online sobre um possível Anteprojeto de Lei de Proteção de Dados Pessoais“.

Já no requerimento foi sugerida a participação de representantes do Ministério da Justiça, da Confederação Nacional das Instituições Financeiras, da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal, do Grupo de Ensino e Pesquisa em Inovação da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo e, ainda, do Presidente do Comitê Gestor da Internet no Brasil.

brasil-copyrightCâmara adia votação de parecer contrário à remoção de conteúdo

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara dos Deputados havia pautado a discussão do Projeto de Lei nº 5.937/2013, de autoria do deputado Major Fábio (DEM/PB). A proposição muda a Lei de Direitos Autorais (nº 9.610/1998) para “estabelecer como direito do autor o de tornar indisponível conteúdo de sua propriedade que tenha sido publicado na internet sem sua autorização prévia e expressa“. Em outras palavras, busca institucionalizar a prática conhecida como notice and take down (notificação e retirada).

Ao justificar o PL, o dep. Fábio assume “a mais profunda preocupação com o enriquecimento do cenário cultural brasileiro” e defende a previsão de “um grande poder de vigilância aos autores, que passam a poder fiscalizar a utilização das suas obras e agir de maneira eficaz para a retirada de conteúdo infrator da rede“. Segundo o parlamentar, “A médio prazo, o que veremos, mantida a situação atual, será o minguar de novos autores, com uma diminuição gradativa de produção cultural e, consequentemente, com um empobrecimento da produção de conteúdo“.

Na CCTCI, a relatora, deputada Iara Bernardi (PT/SP), já havia apresentado, em agosto, um parecer pela rejeição do projeto de lei, bem como das emendas apresentadas. Amparada em estudos internacionais e no trabalho do Relator Especial da ONU para a Promoção e Proteção do Direito da Liberdade de Opinião e de Expressão, Bernardi pondera que “os instrumentos propostos são excessivos e podem, caso se tornem lei, terminar por estabelecer elementos de censura na grande rede, por certo incompatíveis com o Marco Civil da Internet e com a Constituição Federal“. Isso porque, ao prever a remoção mediante a mera “notificação de um interessado ao provedor, sem qualquer intervenção do Poder Judiciário, abre uma brecha deveras perigosa, que poderia ser utilizada de maneira atentatória à liberdade de expressão“.

Na reunião de quarta-feira, com o propósito de evitar a leitura do parecer pela rejeição do projeto de lei, o deputado Milton Monti (PR/SP) solicitou a retirada de pauta do projeto. Com o consentimento da relatora, que se mostrou inclinada a aceitar a realização de uma audiência pública para debater melhor o tema, foi aprovado o pedido de retirada de pauta.


Ouça o áudio a partir de 45 segundos.

Caso venha a ser aprovado pela CCTCI, o PL 5937/13 seguirá para votação nas Comissões de Cultura e de Constituição e Justiça e de Cidadania, além de ser apreciado no Plenário da Câmara. Depois, para virar mesmo lei, iria ainda para o Senado, e só então seria submetido à sanção pela Presidência.

Dados pessoais: Governo anuncia novo debate para novembro

Em reunião realizada pelo GTCSI, sobre o APL de dados pessoais, foi anunciando debate para novembro de 2014

Na manhã desta quarta-feira (08/10), o governo federal realizou uma reunião em Brasília para anunciar a diversas entidades da sociedade civil que a partir de novembro abrirá um novo debate amplo sobre o anteprojeto de lei de proteção de dados pessoais. Apesar da expectativa, não houve a apresentação do novo texto em torno do qual a discussão será estruturada.

A reunião

Com caráter quase informal e sem nenhuma pompa, o evento foi realizado na sede do Ministério da Justiça (MJ), pelo Grupo de Trabalho Consumo e Sociedade da Informação (GTCSI), instituído em agosto deste ano pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do MJ justamente para “para subsidiar a atuação da Senacon no estabelecimento de mecanismos institucionais e normativos para o fortalecimento da proteção dos direitos dos consumidores“. À frente da reunião, além da Secretária Juliana Pereira da Silva, estiveram, também da Senacon, Danilo Cesar Maganhoto Doneda, Coordenador-Geral de Estudos e Monitoramento de Mercado do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), e o Diretor do DPDC, e Amaury Martins de Oliva (ambos integrantes do GTCSI); o Secretário de Assuntos Legislativos do MJ, Gabriel de Carvalho Sampaio; o Secretário de Política de Tecnologia da Informação do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, Virgílio Almeida; e Desembargador do Tribunal Regional Federal da 3ª Região e professor da Universidade de São Paulo, Newton de Lucca.

Na plateia numerosa, lado a lado com representantes governamentais do Ministério das Comunicações, da ANATEL, do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação e até mesmo do Banco Central, impressionou a presença de praticamente todo o leque de atores organizados da sociedade civil que detêm algum interesse na questão: Facebook, Twitter, Google, Yahoo!, Microsft, MPAA, Organizações Globo, Tim, Vivo, Artigo XIX, IDEC, Proteste, CTS, ITS, Internet Lab, Consumers International e muitas outras entidades, bem como escritórios de advocacia especializados. Convidado pela coordenação do GTCSI, o IBIDEM também esteve presente.

Juliana Pereira da Silva, Secretária Nacional do Consumidor - MJ
Juliana Pereira da Silva, Secretária Nacional do Consumidor – MJ (foto de 2012, por Wilson Dias/Agência Brasil)

As falas

A reunião teve início com uma fala da Secretária Juliana Pereira, contextualizando o momento, iniciando com o ponto de vista internacional. Relatou que dentre os países do G-20, apenas o Brasil não conta com uma regulamentação específica sobre proteção de dados pessoais, o que é grave, mas permite ao País se valer das experiências alheias, por exemplo, quanto à criação de uma autoridade central.

Ela lembrou que o Brasil ainda tem como referência os debates de 2010, mas que a grande chave atual recai sobre o recém aprovado Marco Civil da Internet, cujas previsões trazem requisitos gerais para a garantia de privacidade aos usuários na coleta, uso e compartilhamento de seus dados pessoais (aqui com uma breve contribuição do Secretário Gabriel Sampaio, que enumerou: consentimento, livre acesso, limitação à finalidade, transparência e segurança).

Apontou haver uma agenda própria sobre privacidade, mas normalmente enfrentada mediante legislações esparsas (como a do cadastro positivo), principalmente quando os dados têm relação com políticas públicas, como é o caso do inciso VII do Art. 2° do Decreto 7.963/14, que institui o Plano Nacional de Consumo e Cidadania.

Diante desse quadro, informou que considerava essencial reiniciar o debate específico sobre dados pessoais, a partir da curva de aprendizado dos últimos quatro anos, incluindo as revelações sobre a NSA dos EUA ano passado e a reação do Brasil. Para Juliana Pereira, que afirmou ter amadurecido sua posição em relação ao tema, o momento exige retomar a reflexão de toda a sociedade civil sobre o que se entende por privacidade, e quais as repercussões para a era da informação.

O Secretário Virgílio Almeira delineou a complexidade da questão. Apresentou como a multiplicidade dos usos dos dados pessoais se relaciona com a tecnologia, de forma tal a demandar uma regulamentação para que o uso, obtenção e compartilhamento dos dados ocorre de maneira segura e proveitosa para todos os interessados.

E o Desembargador Newton de Lucca fez colocações do ponto de vista do Poder Judiciário, com suas dificuldades para lidar com controvérsias inovadoras, abordando ainda ponderações do ponto de vista da filosofia do Direito.

Reprodução da página inicial do debate público de 2010 sobre o anteprojeto de lei de dados pessoais
Reprodução da página inicial do debate público de 2010 sobre o anteprojeto de lei de dados pessoais

Em seguida, a organização respondeu perguntas feitas pela plateia, por exemplo, para confirmar que não há um cronograma fechado em relação a quanto tempo irá durar essa nova fase de debates, até mesmo porque que a Senacon não ignora as possíveis contingências que possam surgir do próprio debate, além daquelas decorrentes da eleição ou mesmo de eventuais trocas de Ministros. Sinalizando que o texto ainda está em elaboração, Juliana também noticiou que enquanto houver apenas um anteprojeto, não se pode definir como será a interação com propostas normativas já em andamento, especificamente o Projeto de Lei do Senado nº 181/2014, que também versa sobre proteção de dados pessoais.

Juliana fez questão de afirmar que a complexidade e a dificuldade do tema são frutos do compromisso com a democracia e afirmou que o importante era, como forma de dar uma satisfação às entidades da sociedade civil ali presentes, no sentido de que a inércia que perdura desde 2010 será rompida: “o importante é dizer que começamos o debate”, declarou.

Retrospectiva da semana – 30/08 a 05/09

O que saiu por aqui:

Especialmente para o 9º Encontro Anual do Internet Governance Forum (IGF) foi divulgado o documento América Latina em um Relance: Direitos Humanos e a Internet (tradução livre de Latin America in a Glimpse: Human Rights and the Internet), produzido pela ONG Derechos Digitales, do Chile, em colaboração com a Associação para o Progresso das Comunicações (APC) e com a consultora Joana Varon Ferraz.

Mobilização online convoca protesto de Internautas contra a possível aprovação de um projeto de lei que autoriza a patente de seres vivos. Além de uma petição online, foi organizado um tuitaço na tarde desta terça-feira (2), a fim de sensibilizar os deputados para a gravidade da questão.

Também nesta terça (2), no 9º Encontro Anual do Fórum de Governança da Internet (IGF), foi lançado o relatório “Estado de Vigilância da Índia“, da organização indiana Centro de Direito de Liberdade de Software (SFLC.in). O documento, elaborado em parceria com a campanha Web We Want (“Internet que queremos”) da Fundação World Wide Web, apresenta um olhar profundo sobre vários aspectos da vigilância eletrônica no país..

 

O que ler por aí:

Na quinta-feira (4), Megan Smith, vice-presidente de uma das divisões de P&D do Google, foi nomeada secretária de tecnologia (chief technology officer) pelo presidente Barack Obama. Smith, engenheira formada no MIT, será responsável pelo planejamento e execução das políticas de informação e tecnologia dos EUA.

Após a divulgação não autorizada de fotografias da atriz Jennifer Lawrence, e subsequente ameaça de persecução judicial, o fórum de imagens 4chan anunciou a implementação de uma nova política contra violações de direito autoral. A nova política, baseada no DMCA, cria um mecanismo pra que proprietários de direitos sobre as imagens notifiquem o 4chan pedindo a retirada do conteúdo protegido.

órgãos policiais de diversas nacionalidades, especializados em cibercrimes, se unirão em uma força-tarefa para combater ameaças transnacionais, como difusão de vírus, ataques a bancos e roubo de dados pessoais. A força-tarefa estará baseada em Haia, Holanda, onde se localiza a sede da divisão de combate à cibercrimes da Europol. Até o momento, forças policiais da Alemanha, Áustria, Canadá, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, França, Itália e Reino Unido se comprometeram a participar da iniciativa-piloto que durará seis meses.

A campanha Banda Larga é Um Direito Seu inaugura no dia 9 de setembro uma rodada de entrevistas com os candidatos a Presidência para conhecer – e cobrar – posicionamentos sobre políticas de acesso à Internet no país. A presidenta Dilma Rousseff será a primeira. A campanha reúne uma centena de entidades como Proteste, Idec, Artigo 19, FNDC, Intervozes, OAB-SP e UNE.

Na quarta-feira (3), foi publicado no Diário Oficial, contrato firmado entre o ministério das comunicações e serviço federal de processamento de dados – SERPRO. Nos termos do contrato, o Serpro hospedará o sistema de gestão e-Cidades para as 80 prefeituras que integram o projeto-piloto do programa de informatização  Cidades Digitais. As prefeituras incluídas no programa receberão recursos e capacitação do governo federal para a informatização da gestão municipal, incluíndo a implementação de aplicativos de governo eletrônico nas áreas financeira, tributária, de saúde e educação, que serão hospedados pelo Serpro.

 

Câmara: rastreamento de celulares volta à pauta na Comissão de Ciência e Tecnologia

POST ATUALIZADO EM 07/08/2015

Um projeto que poderá permitir à polícia rastrear celulares sem autorização judicial volta à pauta e pode ser votado amanhã, 2 de julho de 2014, pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara dos Deputados.

Origem do PL nº 6.276/10

Sob a justificativa de facilitar investigações criminais, o projeto de lei (PL) nº 6.726, que “dispõe sobre o acesso de autoridades às informações relativas à localização de aparelhos de telefonia celular“, foi apresentado em fevereiro de 2010 pelo Deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP). Passados três anos, em agosto de 2013 a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou o parecer (com texto substitutivo ao projeto) do Deputado Efraim Filho (DEM-PB) e o PL chegou à CCTCI.

"Audiência
Dep. Margarida Salomão (PT MG), na audiência pública de 1º de abril

Na Comissão de Ciência e Tecnologia, a relatora, Deputada Margarida Salomão (PT-MG), apresentou um parecer ainda em outubro de 2013, favorável à aprovação do projeto:

Em suma, entendemos que a proposta é altamente meritória e se presta a mitigar os efeitos da insegurança social em que vive a sociedade moderna. As alterações que propomos são pontuais e não alteram a essência da iniciativa, aperfeiçoando-a apenas em pequenos aspectos de mérito desta Comissão.

Todavia, a Deputada acabou requerendo o adiamento da votação e a realização de uma audiência pública, para “debater sobre o acesso de autoridades às informações relativas à localização de aparelhos de telefonia celular”.

Audiência pública na CCTCI

Realizada no dia 1º de abril de 2014, a audiência contou com convidados do Ministério da Justiça, da Agência Nacional de Telecomunicações, da Procuradoria-Geral da República, da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil e da Polícia Civil do Distrito Federal. Apesar de também terem sido chamados, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor e o Coletivo Brasil de Comunicação Social não enviaram representantes. Todos os presentes se manifestaram favoravelmente ao projeto de lei.

Entre os discursos proferidos no dia, destaca-se o alarmismo na afirmação do diretor-geral da Polícia Civil do Distrito Federal, Jorge Luis Xavier, para quem a demora na aprovação do projeto seria responsável por causar mortes:

“Só não podemos ter lentidão na aprovação disso, porque muitos cadáveres, como o da moça que localizamos hoje, podem ser produzidos até que a Polícia disponha de mecanismos para agir dentro da lei, de forma mais ágil.”

Perspectiva

Agora, passada a audiência e apresentado um novo texto substitutivo pela Deputada Margarida Salomão, o PL 6.726/10 está listado na pauta para a reunião de amanhã, 10h15, estando plenamente pronto para ser votado pela segunda comissão da Câmara dos Deputados.

Após passar pela CCTCI, a proposição será avaliada pela Comissão de Finanças e Tributação (CFT), que avalia a adequação orçamentária e financeira; e depois segue para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, que analisará o mérito do projeto, além dos critérios de constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa.

A matéria tramita em caráter conclusivo, ou seja, caso seja aprovado pelas comissões, o projeto não precisará ser analisada pelo Plenário da Câmara, seguindo direto para o Senado Federal antes de ir à sanção pela Presidência da República.

Fontes:


Atualização (02/07/2014): adiada votação

O PL 6.726/2010 não foi votado nesta quarta-feira, pois não houve reunião da CCTCI:

Em dois de julho de dois mil e quatorze, deixou de se reunir, ordinariamente, a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática por falta de quorum.


Atualização (06/08/2014); aprovação na CCTCI

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados aprovou hoje, 6 de agosto de 2014, o parecer (com texto substitutivo) da deputada Margarida Salomão (PT/MG), favorável ao projeto de lei nº 6.726/2010, que poderá permitir à polícia rastrear celulares sem autorização judicial.

Agora o PL deve seguir para a CFT, onde será analisada sua adequação financeira e orçamentária e, depois, para a Comissão de Constituição e Justiça, que vai apreciar o mérito, a constitucionalidade, a juridicidade e a técnica legislativa.

Parecer
Parecer da Dep. Margarida Salomão (PT-MG) ao PL 6.276/2010

Atualização (19/11/2014): relatoria na CFT

O PL foi recebido pela CFT e, em 11 de novembro, o deputado Afonso Florence (PT/BA) foi nomeado relator. No dia 13 de novembro, começou a correr o prazo de 5 sessões ordinárias para emendamento ao projeto na Comissão.


Atualização (10/02/2015): desarquivamento

O prazo na Comissão de Finanças e Tributação se encerrou em 26 de novembro de 2014, sem a apresentação de emendas.

O PL nº 6.726/10, que havia sido arquivado automaticamente ao final da legislatura 2011-2014, foi desarquivado em 09 de fevereiro de 2015, a pedido do autor do projeto, Deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), tudo conforme previsto no Regimento Interno da Câmara dos Deputados.

Após a nova composição da Comissão, é provável que seja mantido na relatoria o Deputado Afonso Florence (PT/BA), reeleito para a legislatura 2015-2018, a quem caberá elaborar o seu parecer sobre o PL.


Atualização (07/08/2015): novo relator na CFT

Embora o antigo relator, Afonso Florence (PT/BA), tenha sido reeleito em 2014 e continue na composição Comissão de Finanças e Tributação, no dia 23 de junho de 2015 foi designado como relator do PL nº 6.726/10 na Comissão o Dep. Valtenir Pereira (PROS/MT), que está em seu terceiro mandato, mas atua pela primeira vez na CFT. Não há prazo para a elaboração do parecer.